Esse mundo, esse roubo.

2.4.10


As pessoas tem seus momentos de imaginação. Absurdos, tridimensionais ou não, inalcansáveis ou a um palmo de distância, insanos. Todos tem um. Por mais bobo ou impossível. Ele existe, ele está lá, fazendo-as lutarem ou reclamar da vida real o quanto possível. Existe uma hora do dia, da semana ou do mês, que param e pensam e sonham e flutuam. Flutuam. Por mundo imaginados, realidades extraordinárias ou por uma simples mudança. Com a idade, o homem vai perdendo a vontade ou a capacidade de se infiltrar no mundo dos sonhos. Nem que seja imaginando, acordado. Os olhos conseguem enxergar bem demais a realidade, e somos obrigados a abandonar nossa imaginação de lado, nos resiginando com o que nos é dado. Caridosamente dado.

Afortunados os que mantêm a capacidade de imaginar até o fim da vida.

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